Povo brasileiro…

Posted 4 Julho, 09 by mpiovesan
Categories: Uncategorized

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Resumo do Brasil

Posted 15 Janeiro, 09 by mpiovesan
Categories: Política, Reflexão

 

 Arnaldo Jabor

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG’s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade…

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que  ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola  do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


-
90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.


-
O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.


Democracia isso?  Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um ‘gato’ puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto… malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né
?? ?
Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram…
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.  

Para finalizar tiro minha conclusão:

 

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ

Posted 1 Dezembro, 08 by mpiovesan
Categories: Dicas de vida, Reflexão

Dr. Ernesto Artur – Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã  ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.
11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis. Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Luz no final do túnel

Posted 26 Setembro, 08 by mpiovesan
Categories: Jornais, Reflexão

É, acho que talvez o mundo ainda tenha jeito. Abaixo dois exemplos, publicados hoje no jornal Zero Hora. Ambos aconteceram em Porto Alegre. Um texto é do David Coimbra, e fala indiretamente sobre a ética que devemos ensinar a nossos filhos, e o segundo é de um leitor, que narra suas experiências pelos ônibus da capital gaúcha.

 

DAVID COIMBRA

Caído na calçada

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.
Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.
Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo. O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.
Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível. A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância. A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.
Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

 

Surpresa no ônibus

Por lei, os assentos vermelhos nos ônibus devem ser cedidos aos idosos. Quanto aos demais lugares, resta a esperança no bom senso das pessoas. E o leitor Paulo Alfredo Lucena Borges, de Porto Alegre, foi surpreendido pela boa ação e educação de alguns jovens.
“Há alguns meses, entrei num ônibus da Capital e paguei passagem como qualquer passageiro. O ônibus estava cheio e eu me preparava para seguir viagem em pé quando, para minha surpresa, um rapaz, ainda adolescente, levantou-se do seu banco e o ofereceu para mim.
Confesso que fiquei chocado. Será que eu estava aparentando bem mais idade do que os meus quase 56 anos? Ou será que, por causa de uma antiga escoliose, fui confundido com um deficiente físico? Não importa. O fato se repetiu em outras oportunidades. E, mais importante, os assentos oferecidos não eram os vermelhos, mas os comuns.
Acredito que esses jovens fizeram isso não porque há uma lei, mas sim porque são educados e solidários com aqueles que necessitam mais do assento. Meus agradecimentos e profundo respeito: eles me fazem acreditar que este país ainda tem salvação!”, concluiu Borges.

Música para pensar na vida

Posted 18 Setembro, 08 by mpiovesan
Categories: Dicas de vida, Música

epitáfio
titãs

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…

Composição: Sérgio Britto

Pense bem antes de votar na próxima eleição, porque depois que eles chegam lá, praticamente ninguém mais consegue tirar…

Posted 13 Setembro, 08 by mpiovesan
Categories: Política

O Silêncio dos Bons

Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado..
Acha bobagem falar inglês. ‘Tenho diploma da vida’, afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar – sua meta até hoje, ao que parece.

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005.
A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana – e consegue. Explica, candidamente, que quer ‘um futuro melhor para seus filhos’.
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o ‘eu não sabia de nada!’, e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi ‘traído’, mas não conta por quem.

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa ’sujeira’. Qual sujeira?

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo BEM-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

Honestidade, Dignidade, nós somos esse maravilhoso BRASIL
Chega do: rouba mas faz, dos conchavos destes corruptos acostumados a usurpar e emporcalhar impunes nosso povo .
Perca mais cinco minutos e converse com todos os seus amigos que não têm acesso a internet.

Quando eramos criança, apontavam para nós e diziam: “Vocês são o futuro do Brasil”
Hoje nós somos o presente deste país, e se queremos deixar um futuro para nossos filhos, é necessário começar a tomar atitudes que ajudem a transformar este país.

Dia 05 de Outubro tem eleição, pode ser um primeiro passo.

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.O que mais preocupa é o silêncio dos bons…” Martin Luther King

Pré-sal, nem tiraram o óleo do fundo do mar e já estão achando um jeito de desviar o dinheiro…

Posted 13 Setembro, 08 by mpiovesan
Categories: Política, Revistas

 

Folheando a edição da Veja de 10 de setembro de 2008, achei este texto bastante interessante do autor Stephen Kanitz, que nos dá uma outra visão de como o governo pretende explorar todo esse petróleo que estão encontrando. Segue abaixo o texto completo.

 

Stephen Kanitz
O petróleo não será mais nosso

“Mais uma vez vão prejudicar os jovens do Brasil, vendendo a ‘preço de mercado’ o que seria deles”

É assustador como neste país nossos recursos naturais são rapidamente loteados. O caso do pré-sal é ilustrativo de como pensam os brasileiros, e de como nós, brasilianos, faríamos diferente. Nós, brasilianos, acreditamos que o petróleo é nosso, que deveria ser usado em benefício dos brasilianos desta nação, que ele é estratégico para o desenvolvimento. Os brasileiros que se manifestaram até agora acham que o pré-sal deve ser exportado para outras nações, que o lucro deve ser investido num fundo soberano off-shore, para não pressionar o câmbio e não prejudicar os brasileiros que exportam outros produtos para essas mesmas nações.

Antigamente, isso seria chamado de entreguismo. Exportar petróleo para conseguir uma receita extra em dólares é um erro monumental. Daqui a dez anos o petróleo poderá custar em torno de 290 dólares o barril, e os dólares colocados no fundo soberano não nos permitirão sequer recomprar o mesmo petróleo exportado. Esses brasileiros acham que somos uma Arábia Saudita, uma Noruega ou uma Venezuela, onde o petróleo é a única fonte de receita externa. Esquecem que temos uma economia bastante diversificada, que já exporta o suficiente. Querem repetir 500 anos de história econômica, quando brasileiro era a profissão daqueles que exportavam matérias-primas e não uma cidadania daqueles que, como eu, querem criar empresas para processar essas matérias-primas no Brasil.

Enquanto o governo dos Estados Unidos fortalece as suas empresas de petróleo, fazendo até guerras por elas, nós estamos deliberadamente enfraquecendo a Petrobras, dividindo-a em duas. Seus engenheiros serão conhecidos como os que se esforçam e pesquisam, mas não levam. Enquanto os Estados Unidos mantêm seu petróleo debaixo do solo como estoque estratégico, comprando o que precisam do México e da Venezuela, nossos acadêmicos preparam a venda do nosso petróleo para os americanos, dizendo que isso beneficiaria a saúde e a educação. Trouxeram até um professor de Harvard, Ricardo Hausmann, que deixou bem claro o que ele quer que façamos.

“Há apenas dois destinos para as receitas de petróleo: usá-las ou poupá-las, num fundo no exterior. É o modelo usado na Noruega.” Ele escondeu habilmente um terceiro e óbvio destino possível: não gerar receitas já, retirando o petróleo somente à medida que necessitarmos dele de fato. Não precisamos do lucro rápido que estão propondo, como precisam a Venezuela e o Equador. Não precisamos vender petróleo para o professor Ricardo Hausmann encher o tanque de seu carrão. Se já sabemos que consumiremos esse petróleo nos próximos cinqüenta anos, por que então vendê-lo a nações estrangeiras, como sugere o professor de Harvard? Uma vez exaurido o nosso recurso estratégico e não renovável, será que os Estados Unidos nos venderão petróleo? E a que preço?

O México vendeu quase todas as suas reservas aos Estados Unidos por 2 dólares o barril, em vez de deixá-las como uma reserva estratégica nacional, como estou sugerindo. Hoje, suas reservas estão no fim e o país não terá petróleo para manter sua própria economia durante os próximos cinqüenta anos. A questão do pré-sal é outra, que nada tem a ver com criar um fundo soberano, gastar em saúde ou em educação. A questão é se deveríamos exportar o nosso pré-sal para outros países ou não, se deveríamos poupar dólares ou poupar petróleo. Se eu fosse mais jovem, diria que a CIA está por trás dessa orquestração, mas hoje sei que são intelectuais brasileiros e seus admiradores de sempre que estão tramando vender nosso petróleo, já que somos “auto-suficientes”. Mas por quanto tempo?

Corremos o risco de esse petróleo não ser mais nosso, de não ser mais do povo brasiliano, de ver esses investimentos em dólares num fundo soberano serem mal aplicados, como sempre, e de ver nossas futuras gerações sem petróleo, sem saúde e sem educação. Mais uma vez vão prejudicar os jovens do Brasil, vendendo a “preço de mercado” o que seria deles. O pior é que não há nada que nós, brasilianos, silenciados, sem espaço e em franca minoria, possamos fazer.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Campanha: Dê um livro de presente!

Posted 6 Agosto, 08 by mpiovesan
Categories: Idéias, Livros

Todo mundo sempre tem várias datas durante o ano que precisam presentear outras pessoas. Uma ótima sugestão de presente é um bom livro.
É muito mais fácil de escolher, e não precisa ficar em dúvida se a pessoa vai gostar ou não da cor, do modelo, se serve…
Mesmo que quem esteja recebendo não goste muito de ler, a possibilidade é grande que abra uma excessão (afinal pouca gente – acredito eu – ganha um livro de presente!) e tente dar uma espiada para ver do que se trata.
Na pior das hipóteses, aos
poucos vamos no mínimo aumentar o nível de cultura entre nós…
Tem tanta possibilidade hoje em dia, que é impossível não encontrar nenhum titulo que se adeque. Como sugestão, dê algum livro não muito grosso, ou quem receber não vai ter coragem nem de iniciar a leitura… Escolha algo alegre e de fácil leitura, que com certeza não haverá erro.
Já que não temos muitas bibliotecas públicas, ajude você tambem a contagiar outras pessoas com esse saudável hábito!
E boa leitura!

"Mandamentos" para uma vida saudável

Posted 23 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Dicas de vida, Idéias

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Os dez mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico
1- Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador. “Ele é uma agressão ao organismo”.
2- Alimente-se em pequenas quantidades a cada três horas.
3- Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível.
4- Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana. Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte.
5- Evite ficar nervoso. Em situações de stress, experimente bocejar e espreguiçar.
6- Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação. Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e se esqueça da vida.
7- Tome ao menos dois banhos frios por dia. Esse hábito é energizante.
8- Nenhum tratamento irá funcionar se você não abandonar seus vícios, a começar pelo cigarro.
9- Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles. Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre.
10- Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente  Faça elogios com mais freqüência. Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.

Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista
1- Não se culpe por ser gordo. Procure ajuda e emagreça.
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas. O que vale é aprender a comer.
3- Não há alimento proibido. O segredo é não exagerar em nada.
4- É possível comer bem e ter um peso normal.
5- Obesidade é uma doença e, às vezes, seu tratamento requer a intervenção de medicamentos. Mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico.

Os cinco mandamentos de Fernanda Lima e Ari Stiel Radu, reumatologistas
1- Não pratique exercícios em locais expostos à poluição, como avenidas movimentadas. Escolha horários com menos tráfego ou deixe para se exercitar em casa, numa esteira, por exemplo.
2- A regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física.
3- Fique atento à postura. Se você não se cuidar, todo o seu esforço com atividades físicas poderá ser em vão.
4- Seja paciente com seu corpo. Em um mês, você não vai recuperar o atraso de dez anos.
5- Evite exercitar-se em horários de calor excessivo, para não sofrer desidratação.

Os cinco mandamentos de Mauricio Hirata, clínico geral
1- Arrume um espaço na agenda para fazer ginástica, como o horário do almoço.
2- Coma alimentos saudáveis. Se for o caso, leve a comida de casa.
3- Ponha um comedouro para pássaros na janela de sua casa ou apartamento e observe os movimentos dos animais. “É excelente para relaxar”.
4- Não perca muito tempo de seu dia no trânsito. Se você mora longe do trabalho, mude-se para mais perto.
5- Deixe a janela do quarto entreaberta se você tem dificuldade em acordar de manhã. A luz ajuda o cérebro a perceber que já é dia.

Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista
1- Acostume-se a beber mais água. Deixe uma garrafa de meio litro sobre a mesa de trabalho e outra dentro do carro.
2- Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária. Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer.
3- Não saia de casa sem se alimentar. Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara.
4- O jantar deve ser a refeição mais leve do dia. Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã.
5- Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas. Isso vai melhorar seu rendimento.

Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista
1- Reclamar da vida só causa stress. Em vez de resmungar porque faz frio,vista um agasalho.
2- Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz.
3- Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler.
4- Seja otimista. Lembre-se de que as crises são passageiras.
5- A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado só acelera o envelhecimento.

Como ler 3 livros por mês

Posted 22 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Idéias, Livros

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“Nunca tenho tempo para ler”, essa é uma frase que todos já ouvimos ou mesmo falamos. Muitas pessoas dizem que até gostam de leitura, porém nunca têm tempo. As desculpas são sempre as mesmas: a correria do dia a dia, a família, o trabalho, e diversas outras.

Então, proponho uma experiência a quem esteja lendo este post.
Diariamente, sempre sobra algum tempinho para dar uma pausa, não é mesmo? Seja após o almoço, seja no final do dia, seja no ônibus indo pro trabalho ou escola, seja no banheiro…
Facilmente dá pra arrumar uns 30 minutos diários, certo?
Então comece a usar esses míseros 30 minutos para ler um livro.
Durante esse curto tempo, um leitor normal, consegue ler aproximadamente umas 20 páginas, correto?
Em um mês, se você usar esses 30 minutos diários para ler, serão umas 600 páginas!
E isso equivale a mais ou menos uns 3 livros por mês, sem fazer quase nenhum esforço…

Viu? Como é fácil ler e ter tempo para fazer as tarefas diárias?
Basta praticar, e em um ano, você terá adquirido muito mais conhecimento do que imagina!
Comece aos poucos, e você verá como é praseroso esse saudável hábito que é a leitura.

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

Posted 22 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Uncategorized

…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

Publicidade: O que é uma marca? O que faz dela uma marca de sucesso? Como você a gerencia?

Posted 8 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Livros

No livro do Steve Cone, Roube Estas Idéias!: Segredos de Marketing Que Profissionais Guardam para Si, o autor nos dá uma boa noção sobre esses assuntos.
Ele nos diz, que a marca é, em poucas palavras, uma pessoa, lugar ou coisa reconhecida. E o serviço dos profissionais de marketing, é criar marcas que sejam individuais e diferentes dos produtos ou serviços similares oferecidos pela concorrência.
As marcas verdadeiramente importantes têm 4 atributos em comum. Elas são inspiradoras, indispensáveis, confiáveis e únicas. É difícil criar os dois primeiros atributos, porém batalhar para fazer com que sua marca seja confiável e única é o desafio que deveriamos nos concentrar a todo instante.

A construção e a gestão de uma marca consiste na combinação de 4 elementos de marketing:

  1. Uma proposta de venda única e persuasiva
  2. Uma forte imagem visual da marca
  3. Produtos inovadores e confiáveis
  4. Propaganda memorável e integrada

Abaixo, uma pequena descrição de cada um destes elementos.

Proposta de Venda Única
Você deve ser capas de descrever em uma ou duas frases o que move seu negócio, o que o torna único, como seus funcionários conseguem entender plenamente o que seus melhores esforços produzem e como e o que torna sua empresa especial. Temos como exemplo a empresa Harley Davidson.

Imagem forte
Você sabe que conseguiu o que queria quando seu símbolo é tão forte que não é preciso dizer mais nada. Exemplo a BMW.

Produtos Inovadores e Confiáveis
Sem um produto inovador e confiável, todos os melhores designs de logos e propostas de venda únicas não servem para nada. Exemplo a Apple, fabricante do iPod.

Propaganda Memorável e Integrada
Grande parte das propagandas não tem imaginação e às vezes é cansativa e desrespeitosa. O objetivo sempre tem que ser atrair a atenção das pessoas e transmitir uma mensagem inesquecível em cada oportunidade apropriada na mídia.

A única coisa necessária para um marketing bem sucedido são idéias simples realizadas de maneira brilhante que reforçam a mensagem de sua marca.

Livro: Roube Estas Idéias!: Segredos de Marketing Que Profissionais Guardam para Si
Autor: Steve Cone
Editora: M. Books do Brasil Editora Ltda.

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Estamos preparados para um mundo ecologicamente correto?

Posted 6 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Reflexão

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Ontem aconteceu algo muito engraçado. Eu estava com minha noiva em um supermercado, comprando algumas coisas, e na saída, esperando na fila do caixa, enxergamos aquelas sacolas de pano “ecológicas” à venda. Essas sacolas agora são mania em todo lugar aqui no Brasil, pois a idéia é que se compre elas para levar os produtos para casa, e não utilizar mais sacolas plásticas.
Então resolvemos comprar uma, para reutilizar sempre que fossemos a supermercados.
Só que na hora que fomos atendidos, a caixa pegou essa sacola, e colocou dentro de outra de plástico!
Olhei para a minha noiva e ficamos sem saber o que fazer, pois a situação ficou muito cômica. Até que resolvi explicar pra moça que era para colocar os produtos que compramos nessa sacola de pano, e não utilizar outra…

Essa situação nos leva a refletir sobre diversas coisas.
Estamos preparados para um mundo ecologicamente correto? Muitas empresas falam que estão fazendo a sua parte, mas não estariam somente tentando se aproveitar dessa onda, para vender mais? Esse supermercado não teria que ao menos instruir os funcionários, para que usem essas sacolas de pano para acomodar os itens, ao invés de utilizar uma de plástico? O povo estaria preparado para acompanhar essas mudanças?

Em diversos países da Europa, e nos Estados Unidos, isso já está mais avançado, pois tá custando dinheiro para as pessoas não serem “ecologicamente corretas”. Por exemplo em muitos mercados, se você não levar a sua própria sacola de casa, será cobrado para ter uma.

A mesma coisa acontece com os nossos veículos. Quantas pessoas têm utilizado álcool nos seus veículos, mas pelo motivo de não emitir poluentes, e não devido ao preço? Depois de eu ter assistido ao documentário “Uma verdade inconveniente“, do ex-vice-presidente americano Al Gore, mudei muitas formas de agir em relação a isso em minha vida. Depois desse documentário, tenho usado praticamente somente álcool em meu carro, pois quero ajudar a preservar nosso mundo.
Quantas pessoas hoje em dia estão fazendo isso? Só se valer a pena pelo preço, senão muita pouca gente vai mudar.
Muita gente, para baratear o custo de transporte, compra um veículo utilitário, pois é a diesel, e faz muito mais quilometragem por litro, consequentemente vai sair mais barato… Só que polue um montão de vezes mais que se utilizarmos álcool…

Precisamos repensar a nossa forma de viver em nosso planeta, ou vai sobrar pouca coisa boa para nossos descendentes futuramente.

Cada um tem que ajudar como puder, seja poupando luz, água, ou o que for, pois tudo isso demanda mais gasto com bens não renováveis para ser produzido.

Cada ser humano tem que parar para refletir, e tentar ensinar para o máximo de pessoas em sua volta a poupar nosso ecosistema. Senão o nosso futuro não vai ser nada bom…

Difícil (di)gestão

Posted 2 Julho, 08 by mpiovesan
Categories: Revistas

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Uma das revistas que mais gosto de ler é a Trip. Os textos são muito originais, e os assuntos interessantes.

Na edição de abril deste ano, número 165, o editor Paulo Lima escreveu um editorial que vale a leitura, pois fala sobre a nossa alimentação, e nos faz refletir como estamos levando nossas vidas “modernas” em relação ao que comemos. Veja abaixo o texto reproduzido:

“Nem é preciso consultar nutrólogos, nutricionistas, psicoterapeutas, endocrinologistas, “gastros” ou quaisquer outros especialistas. Basta estar vivo para perceber na pele e nas próprias entranhas a ligação absoluta entre ansiedade e comida. Há sinais por toda a parte… nos espaços destinados aos “cafés” nas empresas, nos restaurantes por quilo que se alastram pelas cidades, nos endereços gastronômicos de luxo, nos refeitórios populares, em encontros de ex-fumantes que engordaram, nas crianças obesas “bem antes da hora”, nas estatísticas que revelam a invasão da camada de gordura nas classes mais baixas da estrutura social…

Radares dos mais diferentes calibres acusam os mesmos sintomas. O modelo de vida desenvolvido na maioria das culturas (antes e muito especialmente nas ocidentais) – que imaginou e definiu em algum momento o consumo e o acúmulo de tudo em doses industriais como melhores respostas às buscas humanas por estabilidade e felicidade – gerou uma espécie bomba-relógio de ansiedade, exponencialmente multiplicada pelos avanços da tecnologia.

Quando essa bomba começa a explodir (seja em forma de artérias bloqueadas e rompidas, de pessoas incapazes de se conformar e de lidar com suas realidades morfológicas, com vidas desperdiçadas por conta de ingestão de lixos diversos, seja pela mais simplória perda de alguns dos pequenos e fundamentais prazeres da existência), num processo lenta e sutilmente devastador que lembra o das cápsulas “time released”, o quadro chega a desanimar.

ANSIEDADE E PRAZER

O foco desta edição da Trip, que reforça o terceiro ano de trabalho sobre os pilares que julgamos mais importantes e que, por conta disso, suportam tudo o que fazemos, vai além da alimentação. Trata dos excessos, da ansiedade, de como estamos lidando com as infinitas possibilidades que nós mesmos fomos capazes de produzir e que, se mal administradas, podem se voltar contra nosso bem mais importantes, a saúde e a vida.

Ao que parece, a culpa tomou o lugar do prazer, o equilíbrio perdeu para a radicalização e os excessos de ambos os lados. Da entrega absoluta ao lixo alimentar e às drogas de todos os tipos ingeridas sem dó aos exageros obsessivos de uma suposta higienização radical das dietas e dos hábitos alimentares.

Onde está o bom senso? Qual o caminho do meio, a saída para o desafio brabo que nos impusemos?

Se não temos a pretensão de resolver o teorema, arriscamos, sim, analisar hipóteses e erguer o periscópio para encontrar e mostrar experiências humanas de sucesso e de fracasso, para seguir, assim, nossa vocação: alimentar mentes, espíritos e corpos abertos e flexíveis, com pratos honestos de reflexão de boa qualidade.

Desfrute com saúde!

Paulo Lima, editor”

Pesquisa indica que cerca de 32% da arrecadação tributária brasileira é desviada de suas finalidades

Posted 29 Junho, 08 by mpiovesan
Categories: Política

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Estava dando uma navegada na net hoje, e descobri uma pesquisa aterrorisante para quem mora no Brasil (e paga impostos)…

É uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, onde fazem um levantamento da corrupção brasileira no período de 1990 a 2006. Eles catalogaram todas as denúncias em jornais, revistas, boletins periódicos, e sites especializados diversas expressões, tais como: “desvio de dinheiro público”, “corrupção”, “escândalos públicos”, “sonegação”, “evasão fiscal e divisas”, “lavagem de dinheiro”, “peculato”, “concussão”, “crime e funcionário público”, “crimes contra administração pública”, “suborno”, “super faturamento”, “desvio de finalidade”, “má administração de recursos públicos”, “patrimônio público”, “notas frias”, “malversação”.

Cada notícia, denúncia ou processo foi catalogado, recebendo uma identificação, separada por poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e níveis (Federal, Estadual e Municipal), de forma a não haver repetição. Houve a apuração dos valores originais e atualização pelo IPCA (IBGE).

O resultado, é que foram encontrados notícias, denúncias e processos em órgãos da administração pública federal, estaduais e municipais dos 3 poderes. São 22.158 casos catalogados, os quais somam em valores originais cerca de R$ 189 bilhões (R$ 2,14 trilhão em valores atualizados pelo IPCA).

Isso representa cerca de 32% da arrecadação tributária brasileira no período pesquisado!

Aqui está o exemplo aterrorisante do resultado simulado para o ano de 2005 (clique na imagem para aumentar o quadro):

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O quadro acima mostra por exemplo, que foram desviados R$ 234.517.637.911,11 no ano de 2005. Isso equivale a 46 dias que o povo brasileiro precisa trabalhar para sustentar a corrupção pública; ou 2,56 horas por dia, ou R$ 446.190,33 por minuto que são roubados; ou ainda R$ 7.436,51 por segundo!

E o pior de tudo, é que aqui só aparece o que foi conseguido ser mostrado pela imprensa… Imagina o que não rola por debaixo dos panos do mundo público, que provavelmente nunca vamos ter acesso…

Para quem quiser dar uma olhada na pesquisa completa, basta ir neste link: http://www.guardioes.org.br/arquivos/ci_folho/ESTUDO_DESVIO_DO_DINHEIRO_PUBLICO_2006.pdf

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Agora tô conseguindo entender porque o slogan do Lula é: “Brasil, um país de todos”. Esse “todos” provavelmente se refere à nós, povo trouxa que trabalha pra esses ladrões roubarem nosso dinheiro…